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Altura. O que para muitas pessoas é motivo de medo e vertigem é realidade na
rotina de diversos trabalhadores que realizam as mais diferentes atividades
em cima de andaimes, plataformas ou suspensos por cordas e cadeiras. A
necessidade da realização de atividades em altura e, em contrapartida, os
acidentes relacionados a este tipo de trabalho - em especial a queda, que
normalmente gera acidente grave ou óbito - são representativos no Brasil. O
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) avaliou 1.783.993 CATs (Comunicação
de Acidente de Trabalho) enviadas pelo INSS, para o período de janeiro de
2005 a maio de 2008. Deste universo, constatou em sua análise, que há
314.240 Comunicações referentes a quedas. E mais: dessas quedas há 205.832
que correspondem a quedas com diferença de nível.
O engenheiro Civil e de Segurança e auditor fiscal do trabalho da
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP),
Gianfranco Pampalon, atribui ao trabalho em altura o maior número de
acidentes fatais na Construção Civil. Especialmente na cidade de São Paulo,
dados do Programa Estadual da Construção da SRTE demonstram que, no período
de 2000 a 2008, ocorreram 58 óbitos resultantes de quedas de trabalhadores
somente neste setor. Para contribuir na redução desses acidentes e dos
riscos àqueles que atuam em altura, o uso dos EPI’s (Equipamentos de
Proteção Individual) e EPC’s (Equipamentos de Proteção Coletiva),
treinamento e cuidados com a saúde do trabalhador são essenciais. Além
disso, governo, empresários e empregados têm ampliado as discussões sobre as
normas que dão diretrizes sobre a Saúde e Segurança no Trabalho em altura,
propondo alguns avanços que já começam a ser sentidos pelos trabalhadores.
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